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Artista alemão expõe no Elinga Teatro

30 obras de arte criadas especialmente para amostra na capital angolana, estiveram patentes no Elinga Teatro, em Luanda. Na exposição, intitulada "Horizontes", do artista alemão Daniel-Richter, estiveram representados um conjunto de retratos.
Os trabalhos figurativos e abstractos do artista simbolizam os diferentes aspectos, que, normalmente serão associados ao conceito da linha limite entre a terra, o céu, o mar, a imensidão do espaço e a vida, partindo sempre de novas e inesperadas perspectivas. Nos seus retratos de gente angolana, pela qual se sente fascinado, ele volta o seu olhar criativo para o que há de universal no ser humano.
Durante a abertura do evento, o Vice-Ministro da Cultura, Cornélio Caley, incentivou os pintores angolanos a exporem as suas obras no estrangeiro de modo a divulgar aquilo que Angola consegue fazer em tempo de paz. Do seu ponto de vista, os artistas plásticos angolanos, principalmente os jovens, devem explorar novos estilos e apresentarem obras com a mesma qualidade técnica dos trabalhos do pintor alemão.

A exposição “Horizontes” serve, segundo disse, de incentivo, “sobretudo para jovens académicos e também para a sociedade em geral”, estarem mais abertos àquilo que se passa no exterior do país.
A exposição, composta por quadros sobre a realidade angolana, foram pintados há cerca de um ano. Alguns eArtista Plastico  Daniel Sambo Richtervocam o realismo, destacando flores e retratos. Entre estes últimos consta também o retrato do pintor angolano António Ole. “Pintei-o porque ele é um bom amigo”, afirmou Daniel Sambo-Richter. Entre outros, existem também retratos de crianças e de mulheres de regiões do interior do país.
Segundo o autor, alguns quadros foram elaborados com base em fotografias, mas noutros casos são fruto da memória, aproximando-se do expressionismo alemão, com largas pinceladas que exprimem sentimentos. Os quadros abstractos foram feitos com inspiração em formas geométricas.
O pintor defende que a pintura abstracta é muito formal, dando primazia aos espaços em todas as suas facetas, principalmente a horizontal, razão pela qual deu o nome “Horizontes” à exposição. Sambo-Richter tem uma particularidade: as suas obras não são assinadas na parte da frente integrando a própria pintura, como em geral todos os pintores fazem, mas sim na parte de trás. É que para ele a assinatura atrapalha a observação e o desfrute da pintura em si.  “A pintura é tão importante para mim como respirar. Sem pintura eu enlouqueceria” disse.