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Centro Cultural quer transformar Kiela em modalidade desportiva

 

O Centro Cultural Dr. Agostinho Neto pretende formalizar um pedido no sentido de transformar um jogo de tradição nacional, o Kiela, em modalidade desportiva reconhecida pelo Estado.

De acordo com o Director-Adjunto do Centro Cultural Dr. Agostinho Neto, Carlos Torres, este é apenas um entre vários projectos culturais que a instituição que dirige tem em carteira com vista a promover a sua imagem e a figura de seu patrono.

“Agostinho Neto foi um homem de cultura que recomendava vivamente o regresso as nossas tradições e o jogo kiela faz parte da nossa cultura”, afirmou Carlos Torres com muito entusiasmo, acrescentando que “vamos lançar as bases no sentido de sugerir aos órgãos de direito que este jogo tradicional seja uma modalidade desportiva”.

Segundo a fonte, tal como o xadrez, é um jogo de carácter estratégico que tem a vantagem de desenvolver o intelecto dos seus praticantes. O dirigente cultural divulgou, inclusive, a hipótese de que o xadrez tenha derivado do kiela.

Neste momento, o Centro Cultural desdobra-se em esforços no sentido de implementar um projecto de massificação deste jogo junto da juventude. “Já informatizamos o kiela com ajuda de um engenheiro ligado à associação Apro-Kiela. Significa que os nossos jovens já poderão jogar o kiela nos computadores” afirmou, para mais adiante acrescentar que “só falta mesmo formalizar a sugestão de elevar este jogo numa modalidade desportiva”.

 

Clube Man-Nguxi

Carlos Torres informou ainda que estão igualmente em carteira outros projectos que visam promover a inclusão e o envolvimento dos jovens do Bairro Operário, principalmente, em actividades sociais e culturais.

Um dos projectos diz respeito a criação do Club Man-Nguxi que pretende mobilizar crianças e jovens para a prática de várias modalidades desportivas menos valorizadas pelo público juvenil, nomeadamente o Xadrez, atletismo e ciclismo.

“Estes projectos justificam-se porque pensamos que as crianças e a juventude sempre estiveram no centro das preocupações de Agostinho Neto. Além disso, o Bairro Operário é muito propenso a problemas como a droga, a prostituição e a criminalidade. Por isso, esses projectos aparecem para dar um fôlego de esperança a juventude local” explicou.

Por outro lado, Carlos Torres afirmou que, uma vez que as obras de reabilitação do Centro vão demorar até estarem concluídas, a instituição vai criar uma galeria onde, para além de imagens do Dr. Agostinho Neto, constarão também fotos de outros heróis e nacionalistas angolanos.

Recorde-se que, antes de fechar as portas para obras de restauração, o Centro Cultural Dr. Agostinho Neto registou um aumento significativo de visitantes, passando de 2.000 para uma média anual de 8.000 visitantes.