Estudantes satisfeitos na Venezuela
Os jovens angolanos que ganharam as bolsas de estudo do Governo Venezuelano para estudarem Gestão Tecnológica de Desporto estão a aproveitar ao máximo esta oportunidade. Graças à Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN) e à Fundação Gran Mariscal de Ayacucho, foi possível fazer este intercâmbio.

Primeira impressão
Findo três meses de estudo, o balanço destes jovens é bastante positivo, quer em relação a sua adaptação à cultura, à comida, língua e na divulgação da cultura angolana. “A nossa integração na Venezuela foi positiva, isto graças à capacidade que o angolano tem em se adaptar a qualquer planeta. Recebemos de bom grado o calor humano do povo venezuelano, que tem sido amável” conta Inoque Matias, estudante de desporto. A universidade começou o ano lectivo com uma festa de boas vindas aos novos estudantes, onde, para além de Angola, também foram bem recepcionados alunos de outros países como Haiti, Moçambique, Paraguai e Bolívia. Durante o certame, a divulgação da cultura angolana, foi feita através da oferta de CDs de música e de DVDs sobre Agostinho Neto, foi um sucesso, acto que foi louvado pela Universidade, visto ter sido a primeira vez em que houve um intercâmbio do género.
No que diz respeito aos estudos, o semestre “terminou com um saldo muito positivo, isto porque tivemos a felicidade de passarmos todos no primeiro semestre (…). Hoje o grupo promete trabalhar mais, porque o verdadeiro objectivo começa agora. Prometemos ao povo angolano que voltaremos com a tarefa cumprida”refere Inoque.

Actividades extra curriculares
Ao longo deste período foram várias as actividades praticadas pelos estudantes. Em Novembro foi realizada a terceira edição da Copa Iberoamericana de futebol-de-salão, da qual fizeram parte 16 equipas de vários países. “Nesta copa mostrou-se o futebol angolano. Apesar de não irmos tão longe quanto esperávamos, conquistamos o calor dos estrangeiros. Neste campeonato o homem que saiu com mais fama foi Manuel Simba, que deu show no campo e na dança kuduro, tornando-se na mascote da Universidade e de Angola, em todas as actividades que se realizam”.
“Participamos no primeiro Encontro Nacional de Afro descendentes realizado a 20 de Novembro de 2010 em Puerto Cabello, estado de Carabobo, onde Angola foi convidado especial. Aproveitamos também o momento para a apresentação da Associação de Jovens Amigos da Venezuela, seus objectivos e princípios, começando assim um intercâmbio entre Angola e Venezuela, a nível de juventude”.
A fama de Angola atingiu o máximo quando foi proposto pela Universidade que cada país mostrasse um pouco da sua cultura, a fim de promover o intercâmbio cultural entre todos os alunos. “Angola com os seus símbolos nacionais, com as cores viva da Bandeira decoradas na tenda, fez o delírio dos presentes, onde as sessões fotográficas não terminaram até ao encerramento do certame. Mostramos um pouco do nosso país apesar da carência dos materiais artesanais. Na gastronomia fizemos a nossa cachupa, funje, mostramos as frutas típicas da nossa terra, a galinha de moamba e a kissangua, que ficou na memória dos que provaram. Em verdade, o grande momento esperado foi a dança tradicional (omboio da Pérola) e o kuduru, que cerraram o certame e abriram portas a muitos convites”, continua Inoque.

A última acção descrita pelos estudantes realizou-se no centro da cidade de San Carlos, alusiva ao quinto aniversário da Universidade Desportiva do Sul, com o intuito de divulgar as mais variadas culturas existentes na instituição. Após uma marcha e um espectáculo, os grupos dos vários países mostraram o melhor da sua nacionalidade, “mas o momento mais esperado era o de Angola com a dança Chucochuco, que ficou na mente dos venezuelanos. Fruto desta, participamos em outra actuação na praça Miranda, numa actividade desportiva infantil de um convénio entre Cuba e Venezuela denominada Barrio-a-dentro”. Inoque conclui o seu testemunho destes meses salientando que “queria contar mais e mais actividades, mas gostaria apenas dizer que estamos a levar o nome de Angola a bom porto e fazemos o papel de embaixadores de Angola na Venezuela”.
