Academia Galega da Língua Portuguesa


Sessão Interacadémica da Academia Brasileira de Letras, Academia das Ciências de Lisboa e AGLP em Lisboa, 14 de abril de 2009. (Origem: Wikipédia)
O galego não deriva do castelhano. Foi "acastelhanizado". O galego deriva do português como a língua que se fala no Brasil ou em Angola. É o português da Galiza.
A Academia Galega da Língua Portuguesa é uma instituição científica e cultural da Galiza que atende aos critérios históricos e científicos por que se regem as línguas europeias. Na atualidade é presidida pelo Professor Doutor José-Martinho Montero Santalha e apresenta-se como uma continuação histórica da ideia de unidade do galego-português que representaram vultos como Guerra da Cal, Carvalho Calero, Rodrigues Lapa ou Lindley Cintra, que em 1984 incluíra os dialetos da língua galega como parte dos do português europeu, na Gramática que editou junto de Celso Cunha.
Criada seguindo a tradição das academias mas como uma iniciativa da sociedade civil, independente dos organismos políticos galegos, a Academia Galega da Língua Portuguesa define-se como uma «instituição científica e cultural ao serviço do povo galego» que pretende «promover o estudo da Língua da Galiza para que o processo da sua normalização e naturalização seja congruente com os usos que vigoram no conjunto da Lusofonia».
A ideia de criação de uma Academia de caráter lusófono na Galiza foi do Professor Doutor Ricardo Carvalho Calero, mas a proposta foi defendida pelo Professor Montero Santalha num artigo publicado em 1994 na revista Temas de O Ensino sob o título A Lusofonia e a Língua Portuguesa da Galiza: Dificuldades do presente e tarefas para o futuro e, mais recentemente, numa intervenção em Bragança, em outubro de 2006, na realização do V Colóquio Anual da Lusofonia, intitulada Um novo projecto: a Academia Galega da Língua Portuguesa.
Foi, finalmente, constituída em 20 de setembro de 2008 realizando a sua sessão inaugural em 6 de outubro de 2008 contando com a participação e respaldo de instituições como a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras, a Universidade Aberta, a Universidade de Santiago de Compostela, a Associação Internacional de Lusitanistas e a Junta da Galiza, que enviaram representantes oficiais
A Academia Galega colabora ativamente com o resto de academias de língua portuguesa, especialmente através da sua Comissão de Lexicografia que elaborou um vocabulário de léxico galego para ser incorporado no próximo Vocabulário Ortográfico Comum que irão editar as academias Brasileira e Portuguesa com motivo da implementação do Acordo Ortográfico. A Sessão Interacadémica realizada em 14 de abril de 2009 em Lisboa sob a presidência das três academias foi a primeira cerimónia conjunta, apresentando-se publicamente o Léxico da Galiza a ser integrado no Vocabulário Comum. As mais de 800 entradas do Léxico da Galiza foram incorporadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa editado em Outubro de 2009 pela Porto Editora. Em março de 2010 a AGLP participou da Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua portuguesa no Sistema Mundial celebrada em Brasília, por convite do Ministério de Relações Exteriores do Brasil.
A Academia Galega de Língua Portuguesa está a trabalhar com a Fundação Dr. António Agostinho Neto no sentido de estabelecer um acordo de parceria no domínio da investigação científica, cultura e divulgação da língua portuguesa.
