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A poesia de AGOSTINHO NETO como documento histórico

A poesia de AGOSTINHO NETO como documento histórico:

       premonição da liderança, projecto de libertação nacional

       e organização do movimento popular, em 1945-1956

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PIRES LARANJEIRA

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Universidade de Coimbra

Faculdade de Letras

Centro de Literatura Portuguesa

Pós-graduação em Literaturas e Culturas Africanas e da Diáspora

 

 

 

a vida/matou em mim essa mística esperança

("Adeus à hora da largada")

 

Eu já não espero/sou aquele por quem se espera

("Adeus à hora da largada")

 

Nos homens/ferve o desejo de fazer o esforço supremo/para que o Homem/renasça em cada homem/(…)desfraldando heróicas bandeiras/nas almas escravizadas

("Sábado nos musseques")

 

 

Na "Justificação" que abre o livro de Agostinho Neto, A renúncia impossível. Poemas inéditos, publicado postumamente em 1982, pelo INALD, organizado por Maria Eugénia Neto, Dario de Melo e Antero de Abreu, diz-se dos textos inclusos que são, além de "espólio literário (páginas de estudo, de deleite e interesse de todos nós) documentos históricos e de história, de quem neste País e Continente, deixou pedras colocadas ‘nos alicerces do mundo’" (negrito e sublinhado meus). Repare-se que os organizadores afirmam que os textos poéticos de Neto são históricos e de história. Essa afirmação afigura-se-me de suma importância e tomo-a não como metáfora, mas em sentido literal. Parte importante da poesia de Agostinho Neto é, então, um documento histórico e de história, que documenta a existência, entre 1945 e 1956, do movimento popular de luta de libertação de Angola, mostrando a íntima ligação entre a teoria e a prática, quer ideológica e literária, quer política, do seu autor. A poesia, neste caso, vem, pois, em auxílio da convicção, alicerçada na história, de que a cabeça do movimento popular de luta de libertação de Angola estava encontrada nos anos que vão de 1945 a 1956, data esta da fundação do MPLA. O carácter intrinsecamente histórico do seu discurso e, mais ainda, premonitório, legitimador e fundador do que viria a ser o MPLA, gizado, nesse preciso percurso poético pré-1956, como movimento popular de libertação nacional (com letra minúscula), expressa, de modo explícito, a potência de liderança do seu autor. Os poemas têm inscrito no seu discurso o desejo de "movimento popular", de liderança política e de organização social tendente à libertação independentista, de acordo com a projecção doutrinária dos primeiros escritos de prosa de Agostinho Neto. A poesia de Neto, expondo esteticamente as ânsias e raivas do povo dos musseques (bairros populares pobres), analisando socialmente a situação histórica, referindo as aspirações, o desejo de mudança e a esperança desse povo, pressupõe a existência de condições objectivas para a formação de um movimento popular de libertação nacional, enquanto organização superior de luta, constituindo esse discurso estético um testemunho social e histórico de que começou, nele próprio (e noutros discursos) e na prática social e política, a ser forjado, portanto, antes de 1956 e surgiu, de facto, nesse ano, enquanto MPLA, e não mais tarde, como algumas teorias revisionistas querem fazer crer.

O verso fulcral do poema que abre o livro Sagrada esperança – "sou aquele por quem se espera" - foi escrito por Neto e é premonitório. António Jacinto ou Viriato da Cruz não puderam escrever tal verso, nem tinham condições para escrever poesia como a de Neto, também por não serem negros. Não tinham condições Vivenciais, ideológicas, doutrinárias e culturais. Não podiam fazer essa poesia épica, que mostrasse as condições de sofrimento, de ansiedade e de potencialidade revolucionária do povo. Puderam escrever alguns poemas revolucionários, tanto estética quanto ideologicamente, mas não um conjunto semelhante ao de Neto. A história veio provar que aquele verso de Neto é não só um dizer sobre todos "aqueles" que estavam prontos para servir os outros num ideal para o colectivo - "sou aquele por quem se espera" -, podendo "ser" qualquer popular empenhado na defesa de uma nova pátria, a angolana, como também um dizer sobre ele próprio – Neto – "aquele" por quem se podia esperar, por quem se esperava, que podia esperar ser o móbil e o mobilizador, activador das esperanças, já não "místicas", mas realistas e reais, o líder político, o líder da liderança política. De facto, se compararmos as histórias de vida, os percursos políticos e a obra cultural dos quatro principais intelectuais-militantes angolanos da geração da Mensagem, ou seja, Viriato da Cruz, António Jacinto, Mário Pinto de Andrade e Agostinho Neto, verifica-se que este é a única figura que apresenta uma substância literária predominantemente negro-africana, uma potencialidade de representação social e rácica, uma estratégia épica, colectiva, para o povo angolano e um sentido pragmático da história, expresso em discurso poético, sem idealismos, sentimentalismos exacerbados ou vacilações finalísticas de mestiçagem conjuntural, como ele próprio explicou no poema "O verde das palmeiras da minha mocidade". Haverá, então, um Agostinho Neto messiânico, prometeico, um Moisés angolano? Nesse poema "Adeus à hora da largada" acha-se explícita a formulação de que a mística esperança já não consola o colonizado, necessitado de uma certeza. Logo, o verso "sou aquele por quem se espera" pode assim ser lido como decorrente da convicção pessoal do autor, por sua vez sustentada na análise concreta da sociedade angolana, de que reunia condições para se tornar o líder da luta de libertação. De qualquer modo, e, ao contrário do que a sua filha Irene sugeriu, ele não se via como um Moisés angolano, investido das tábuas de uma lei sacralizada.

Tal verso (e poema), que apresenta potencialidades historiográficas, não pode ser apreciado exclusivamente como poético, ou seja, estético, como que podendo significar exclusivamente algo assim como o poeta por quem se espera. A interpretação sociológica também não satisfaz: sou aquele ser de palavras por quem o leitor espera. Não se trata de um messianismo ou prometeísmo literário, inserto num mecanismo de leitura, porque a poética de Neto não permite a concepção de um discurso pós-modernista de fingimento, de mascaramento ou de colagem. A sua poética é constituída por uma estratégia afinada pela política, a ideologia e a intervenção histórica, no sentido mesmo de contribuir para mudar o rumo da história, marcada por signos esvaziados de ambiguidade e, portanto, plenos de verosimilhança, veracidade e verdade, estando o desfecho da sua aventura pessoal e social inscrito nesse verso, estava escrito nesse documento. É por isso que a poesia de Neto tem capacidade de documentarismo histórico. Por um lado, capacidade de expressão psicológica, social e cultural e, por outro, de intervenção histórica, dado também o carácter icónico, simbólico, referencial e exemplar do seu autor. Além disso, não havendo, na época da sua produção, um discurso historiográfico profissional suficiente segundo a perspectiva do colonizado, esse discurso poético podia funcionar como discurso historiográfico de duplo grau, ou seja, como discurso documental que, avaliando a conjuntura histórica face ao passado, mostra, em simultâneo, a subjectividade do sujeito: discurso da história de longa duração e filigrana da história cultural e sentimental.

No poema "A renúncia impossível" (versão registada por Mário Pinto de Andrade/Michel Laban), o sujeito poético interpela o predicatário, constituído pelo conjunto dos brancos: "Podeis inventar uma nova História (…) A África foi construída só por nós". Recorrendo à ironia, Agostinho Neto mostrava estar consciente da necessidade de a história ser reescrita pelos angolanos, mas, antes de ser reescrita, deveria transformar-se, ter uma marca ampla dos angolanos (e dos africanos), ter o imperativo protagonismo que a luta de libertação exigia. O poema "A renúncia impossível" (escrito em 1949) constitui o momento histórico dos fluxos discursivos, anti-coloniais, antes dos anos 50, em que, na consciência de um sujeito, outra forma de luta superior de libertação nacional, e somente essa, poderia resolver o impasse de uma camada intelectual sem controle do seu futuro cultural vivendo no seio de um povo sem perspectivas de autodeterminação social e histórica:

 

O meu lugar está marcado

no campo da luta

para conquista da vida perdida.

 

Eu sou. Existo.

As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo.

Tenho direito ao meu pedaço de pão

 

Sou um valor positivo

da Humanidade

e não abdico,

nunca abdicarei!

 

Neto retoma aí versos do poema "Confiança" sobre o trabalho dos africanos e afro-descendentes que ajudaram a construir (alicerces d)a humanidade, afirmando, pois, a existência do negro enquanto ser com consciência social e protagonista da história, contribuindo para a mudança radical de perspectiva da "questão negra".

Agostinho Neto não usa metáforas pelo simples prazer de retoricamente fazer bonitinho, como afirma o dito popular, de apresentar um exercício de estilo estético de sofisticação e bel-prazer. Toda e qualquer imagem, metáfora ou símbolo que Neto usa tem a função de especificar um agir, um desejo, um pormenor, e, mais ainda, de aludir ao que a conjuntura histórica, política e social demandava da geração intelectual e política insurgente naquele tempo de charneira, expressando o papel que a si próprio e aos outros companheiros atribuía, qual seja o de congraçamento de vontades organizativas em prol da liderança e condução das populações vinculadas a um projecto de libertação social e nacional. Neto, em primeiro lugar, capta a "ansiedade" psicológica e a situação social de variados segmentos da população colonizada – escolhendo momentos de stress, como os de sábado (em "Sábado nos musseques"), com a sua tarde e noite para descanso, festa e o extravasar de emoções e raivas represadas. Assim, ele exemplifica os fortes indícios de tensão social, analisando-a, deste modo, como consequência da insustentável condição de vida degradada da população negra. Os negros eram pessoas cujas características principais faziam deles uma colectividade trabalhadora, pobre, oprimida, alienada e sofredora. Neto tanto descreve e desvela o específico da alienação física, corporal, material (as bebedeiras, a prostituição, a pobreza), quanto cultural (a consulta ao kimbanda "para conservar o emprego" ou ao adivinho para saber se uma criança há-de escapar da pneumonia), nessa apresentação do problema preparando a resposta implícita que, afinal, certas expressões tornam bem mais inequívoca do que, por vezes, é suposto pensar-se. Assim, as "multidões passivas/esperando a hora", com suas "almas escravizadas", motivam o "desejo de fazer o esforço supremo/para que o Homem/renasça em cada homem", como se lê numa das epígrafes que usei, outro modo de afirmar poeticamente que alguns homens, e todos os seres humanos que fosse possível preparar e arregimentar superiormente numa organização nova, desencadeariam o processo de libertação e transformação de toda a sociedade. Desse modo, fazia da soma das "almas escravizadas" um espaço social propício ao amadurecimento e frutificação das "heróicas bandeiras" da ideologia nacionalista e da luta independentista, transformável em movimento popular organizado.

No poema "Velho negro", escrito também em 1948, tal como "Sábado nos musseques", encontra-se a explicitação do desejo de independência. O enunciado do desfraldar de "heróicas bandeiras/nas almas escravizadas" e o "esforço supremo" para a transformação do homem, isto é, da sociedade colonizada em sociedade pós-colonial, somente poderia ser realizado com a derrocada do regime colonial e a construção da pátria angolana. De facto, diz o poema que aquele velho negro, representando todos os negros, "Perdeu a pátria/e a noção de ser", o que significa que, no contexto de 1948, os colonizados, nomeadamente os mais afectados pelo trabalho sem dignidade, pelo colonialismo, eram o resultado de um processo de coisificação e de distorção de identidade, o que vale dizer que a pátria portuguesa que lhes era imputada funcionava como instrumento ideológico e administrativo de dominação, de perda da autodeterminação cívica. Enunciar a situação social, económica e política do povo angolano, vertida em discurso poético em que se expressava o ferver do desejo, era postular historicamente que o movimento popular estava pronto, estava em ponto de receber a liderança daquele por quem se esperava. Distanciando-se de qualquer messianismo, providencialismo, mosaísmo ou prometeísmo místico, tratou-se objectivamente de avaliar as forças em presença, as capacidades de luta e de organização e de expressar poética e historicamente que o movimento popular tinha força e devia ser conduzido com estratégia eficaz. Não há nessa poesia rigorosamente nada de aleatório, de beleza pela beleza abstracta e casual. As palavras têm ligação com um sistema de pensamento e acção indissociáveis, um sistema coerente, organizado, projectivo e perlocutório, a que somente faltou o grande ausente, o sintagma explícito: movimento popular. Todavia, esse sintagma ausente existiu enquanto significação subtil e implícita, enquanto presença espiritual emanada de outros significantes motivados pelos concretos sofrimentos e acções de indivíduos e grupos sociais, constituintes do amplo e real movimento popular começado a teorizar, a organizar e a formalizar na década de 40 e que culminou na organização política do MPLA em 1956.

Agostinho Neto tinha plena consciência do objectivo principal da luta política dos angolanos: a libertação nacional. Na sua poesia, encontramos a confirmação do objectivo principal na versão do poema "A renúncia impossível", que foi publicada por Michel Laban e que Mário Pinto de Andrade possuía, por a ter copiado para um caderno no início dos anos 50. Nesse poema, o sujeito vota um desprezo incomum aos colonialistas, afirmando que eles poderiam continuar a explorar o proletariado com os seus "sistemas/socialistas ou capitalistas", "aristocracias, plutocracias", que isso lhe era indiferente. De modo semelhante, ironicamente, exorta-os a continuarem com as suas ditaduras e democracias, de onde se depreende que a luta dos colonizados, dos negros, tinha um carácter sobretudo nacionalista, não proletário, independendo das lutas proletárias dos brancos. Uma hipótese de avaliação desse acto poético é o de considerar o impacto do panafricanismo, no seu desenvolvimento negritudinista, por tê-lo encaminhado, nesse texto, para uma espécie de segregacionismo rácico, de clamor pelos negros de todo o mundo, sublinhando a estratégia irónica do discurso e, portanto, interpretando esses versos de nenhuma solidariedade com as lutas dos proletários brancos como uma hipérbole da revolta raivosa do sujeito, compondo uma postura não marxista, em prol da luta de libertação dos africanos e não exclusivamente do colectivo angolano em si. Por outro lado, como esse poema nunca foi publicado em vida do autor, pode-se conjecturar que talvez, se dependesse da sua vontade, nunca o quisesse publicar ou, se o fizesse, apresentasse possivelmente outra versão. Porém, o conhecimento que passamos a ter dessas duas versões autoriza-nos a supor que, pelo menos no momento fulcral da luta de libertação nacional, no ano de 1949, em que os manuscritos foram produzidos, Agostinho Neto terá hesitado entre hostilizar poeticamente a globalidade do mundo imperialista, colonialista, branco, incluindo nessa hostilidade um grau de indiferença pelos proletários brancos, e que essa hesitação terá ficado a dever-se ao facto de privilegiar a luta de libertação nacional e não de classes. Por outro lado, em 1949, ao privilegiar a luta de libertação nacional de Angola, integrando-a num quadro de desagravo e questionação rácica (panafricanista), entrava em contradição com a sua própria colaboração nas lutas políticas contra o fascismo português em Portugal (uma vez que foi um militante ao lado dos anti-fascistas portugueses). Essa posição, levada a extremas consequências no interior do movimento anti-colonial, poderia contribuir para a instauração ou o sancionar do racismo no interior da luta frentista de libertação nacional. Agostinho Neto, casando, em 1958, com Maria Eugénia Neto, portuguesa, branca, acabaria dando o exemplo pessoal de convivência rácica, que culminaria, em 1959, com a coincidência, ou a complementaridade, de apresentar, então, a Negritude como tendência que estivera em vigor, na sua própria poesia e na de outros, como José Craveirinha ou Francisco José Tenreiro, mas se encontrava exaurida, numa conferência, na Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa. Acresce ainda que, em 1949, o Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, que se transformara em cabeça pensante do movimento popular de libertação de Angola, era integrado por negros, mestiços e brancos. Pode-se afirmar que Neto, na sua poesia, conseguiu, no final da década de 40 e começo de 50, conciliar o panafricanismo, a negritude, o nacionalismo e o marxismo.

Na poesia, Neto foi sociólogo, economista, ideólogo, antropólogo, historiador e profeta. O valor histórico da sua poesia reside no respaldo empírico, científico, descritivo, documental, analítico, dialéctico, por a sua subjectividade, em sua totalidade, se ter transformado em objectividade histórica. Ao analisar poeticamente as condições objectivas, materiais e espirituais do seu povo, falando na esperança dos mais conscientes em achar um líder do movimento de mudança, Neto objectivava, na síntese discursiva, a criação da liderança do movimento popular de libertação, querendo significar que estava encontrada a cabeça pensante e liderante – isto é, ele e todos os outros da liderança política e cultural – desse movimento talhado na argamassa de todas as ânsias, sofrimentos, esperanças e realidades das revoltas e seus milhares e milhares de protagonistas populares que haviam feito e continuavam a fazer a história de Angola.

 

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Bibliografia

AA.VV., Agostinho Neto: libertador e homem de cultura, Luanda, Centro Cultural Agostinho Neto, 2003.

BARRADAS, Acácio (org.), Agostinho Neto. Uma vida sem tréguas, Lisboa/Luanda, AAA, 2005.

COSME, Leonel, Agostinho Neto e o seu tempo, Porto, Campo das Letras, 2004.

KANDJIMBO, Luís, Apuros de vigília, Luanda, UEA, s.d.

LARANJEIRA, Pires (org.), Negritude africana de língua portuguesa. Textos de apoio (1947-1963), Braga, Angelus Novus, 2000.

MATA, Inocência & Laura Padilha (orgs.), Mário Pinto de Andrade, um intelectual na política, Lisboa, Colibri, 2000 (textos de Luís Kandjimbo e Michel Laban e uma versão de "A renúncia impossível").

NETO, Agostinho (org. de Manuel Ferreira), A renúncia impossível, Lisboa, IN-CM, 1987.

NETO, Agostinho, Sagrada esperança, poemas, Luanda, UEA, 1986.

NETO, Agostinho, Poesia, Luanda, INALD, 1998.

NETO, Agostinho, Sagrada esperança, 11ª ed., Lisboa, Sá da Costa, 1987.

NETO, Irene Alexandra, Angola, à flor da pele, Luanda, INALD, 1998.

 

 

Coimbra/Londrina (Paraná, Brasil), Agosto- Novembro de 2007.

 

Nota: este texto teve uma primeira publicação, resultante de um colóquio organizado pelo CEIS20 em 2008, in Luís Reis Torgal, Fernando Tavares Pimenta e Julião Soares Sousa (orgs.), Comunidades imaginadas. Nação e nacionalismos em África, Coimbra, Imprensa da Universidade, 2008, pp. 111-116.

 

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