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Bem-vindo à FAAN

Seja bem-vindo ao portal da Fundação Dr. António Agostinho Neto, nosso objectivo é promover a pesquisa e divulgação da vida e da obra do Dr. António Agostinho Neto; Promover actividades para melhorar o bem-estar e a condição dos angolanos; A promoção da educação, da ciência, da tecnologia e da cultura, para incentivar a criação e a inovação, de todo o tipo e sob todas as formas, e a investigação científica e tecnológica.

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“Jenny” e “Neto” – Perdurável Esperança

Ana T. Rocha

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No passado dia sete deste mês, a Fundação Dr. António Agostinho Neto lançou, na Casa de Cultura Angolana Welwítschia, em Lisboa, o seu mais recente número da coleção Novo Rumo, intitulado Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto. Três dias depois, o mesmo livro foi apresentado no Memorial Agostinho Neto, em Luanda.


Durante os mais de dois anos de prisão de Agostinho Neto no Porto, “Jenny” escreveu para o seu “Querido Neto” com uma assiduidade imperturbável, quer por censuras, retenções ou perdas de correio, quer pela incerteza ou tempo de espera que custou em ver-se terminado. Embora em Lisboa ou, durante o período de férias de verão, na Praia das Maçãs, “Jenny” fez-se sempre presente ao lado do noivo – tratamento este que só aparece na carta de 4 de julho de 1956: “Aceita os cumprimentos da mãe e aceita as grandes saudades da tua noiva que te deseja ver em breve” (p. 147).

Através da correspondência, Neto podia, embora isolado, acompanhar o mundo e a vida exterior, facto que de muito lhe servia para amenizar o peso da solidão e das circunstâncias, efeito para o qual também apoiava a leitura de jornais e livros pedidos, procurados, selecionados e enviados por Maria Eugénia para o leitor constante e exigente que era Agostinho: “(…) é que é difícil arranjar livros para se mandar para fora pois que nem tudo te serve” (p.67). Efetivamente, a literatura é um dos temas mais presentes ao longo das cartas, nas quais os enamorados e amigos iam trocando pareceres, críticas, e partilhando e comentando, um com o outro, poemas e exercícios poéticos dos próprios.

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Sagrada Esperança, Renúncia Impossível e Amanhecer

REFERÊNCIAS À MÚSICA NA POÉTICA  DE AGOSTINHO NETO

A mística do sagrado e os preceitos da religiosidade africana e universal

Jomo Fortunato |

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Uma das definições mais seguras e sensíveis da génese da poesia de Agostinho Neto, encontramos no prefácio “A esperança das utopias possíveis” da autoria de Maria Eugénia Neto, do livro “Agostinho Neto, obra poética completa”, 2016, que reúne a totalidade dos textos poéticos dos livros: “Sagrada Esperança”, “Renúncia Impossível”, e “Amanhecer”. No referido prefácio a viúva do poeta caracteriza, nos seguintes termos, a poesia de Neto: “A poesia netiana não é um exercício estéril de lamúrias depressivas. Para Agostinho Neto, escrever significava lutar: No seu projecto estético, as palavras contêm a esperança da libertação, a audácia da desalienação e insuflam a necessidade da acção libertadora do homem. Plantam esperança e colhem certezas. “`A sua poesia ilusoriamente simples, de crítica contundente mas sempre construtiva, contrapõe-se a agilidade e mestria com que Agostinho Neto explora os meios poéticos, cuja qualidade literária enobrece e transcende o conteúdo imediato dos poemas, transbordando as fronteiras regionais e tomando relevância universal. É uma voz inefável, encantadora, que nos fala- ao cérebro, sim mas também e principalmente, ao coração”, diria a sul-africana Jane Elizabeth Carter.

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